TROMBOFILIAS

Trombofilias são condições genéticas ou adquiridas que se caracterizam pela predisposição aumentada à ocorrência de eventos trombóticos, sejam arteriais ou mais comumente venosos.

O diagnóstico e manejo adequado dos casos de trombofilia são de extrema importância - a ocorrência de trombose está associada a inúmeros problemas de relevância clínica: morbidade associada ao evento agudo, possibilidade de recorrência de eventos tromboembólicos, síndrome pós-trombótica e mortalidade decorrente de embolia pulmonar.

Quando suspeitar de uma trombofilia ?

  • Episódio de trombose antes dos 45 anos de idade;
  • Trombose espontânea, sem um fator desencadeante como imobilização ou trauma;
  • Trombose em local não usual como trombose de veias abdominais e de veias do sistema nervoso central;
  • Episódios recorrentes de trombose;
  • História familiar positiva;

Trombofilias Hereditárias

As trombofilias hereditárias ocorrem devido a alterações genéticas envolvendo os fatores da coagulação. As principais trombofilias hereditárias são:

  • Deficiência de antitrombina III (ATIII);
  • Deficiência de proteína C;
  • Deficiência de proteína S;
  • Mutação do gene da protrombina;
  • Resistência à proteína C ativada - fator V Leiden;

O diagnóstico se dá através de exames laboratoriais específicos, que devem ser solicitados apenas por um especialista caso haja uma suspeita clínica.

Trombofilias Adquiridas

As trombofilias adquiridas ocorrem em decorrência de outra condição clínica, como neoplasias, síndrome nefrótica, síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAF), imobilização, ou do uso de medicamentos, como terapia de reposição hormonal e anticoncepcionais orais. A gestação e o puerpério também são consideradas situações com maior predisposição à ocorrência de trombose.

Tratamento

O manejo das trombofilias consiste na anticoagulação a longo prazo após um episódio de trombose, o que costuma ser eficaz na redução do risco de recorrência. Pacientes de alto risco devem receber anticoagulação por toda a vida ou enquanto persistir o fator de risco mais importante. Pacientes de risco moderado ou baixo poderão receber profilaxia anti-trombótica em situações especiais como cirurgias, imobilizações prolongadas ou gravidez.

INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dra. Aliana Ferreira Especialista em onco-hematologia e transplante de medula óssea.

Médica formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez residência médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em Hematologia e Hemoterapia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e em Onco-hematologia e Transplante de medula óssea pelo Hospital Sírio Libanês.
CRM-SP nº 158591

Endereço

Centro de Oncologia - Hospital Sírio Libanês
Unidade Itaim
Rua Joaquim Floriano, 533
São Paulo - SP

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