SÍNDROME MIELODISPLÁSICA
As síndromes mielodisplásicas ou mielodisplasias correspondem a um grupo de doenças resultantes de uma proliferação anormal das células da medula óssea, causada por defeitos de maturação. O acúmulo de células anormais acaba por comprometer a produção de células saudáveis, podendo haver anemia, plaquetopenia e neutropenia.
Existem diversos tipos de síndrome mielodisplásica, com diferentes apresentações clínicas e níveis de gravidade. Alguns casos de mielodisplasia podem evoluir para uma leucemia aguda.
Os sintomas costumam ser inespecíficos e muitas vezes passam despercebidos. Entre os sintomas mais frequentes, podemos citar:
Muitos pacientes não apresentam sintomas – em exames laboratoriais realizados por outro motivo (check-up por exemplo), são observadas alterações que devem levantar a hipótese de uma doença hematológica como a síndrome mielodisplásica.
Frente à suspeita de uma síndrome mielodisplásica, em geral após alterações observadas no hemograma, é necessária uma avaliação da medula óssea através de exames como mielograma, imunofenotipagem, cariótipo e testes moleculares. Além da confirmação diagnóstica, tais exames nos dão informações quanto ao subtipo de síndrome mielodisplásica e quanto ao prognóstico.
O tratamento é bastante variável, incluindo apenas observação e acompanhamento em alguns casos. Quando necessário tratamento, este pode variar entre:
Um médico onco-hematologista é o profissional mais indicado para definir a melhor opção terapêutica para cada caso.
Médica formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez residência médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em Hematologia e Hemoterapia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e em Onco-hematologia e Transplante de medula óssea pelo Hospital Sírio Libanês.
CRM-SP nº 158591