LINFOMAS

O linfoma é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, uma rede de vasos e gânglios linfáticos, contendo células chamadas linfócitos - responsáveis pela imunidade. A doença surge quando um linfócito adquire alterações genéticas, tornando-se uma célula maligna, capaz de multiplicar-se descontroladamente e de se disseminar pelo organismo.

O diagnóstico precoce e tratamento adequado dos linfomas devem sempre ser buscados, uma vez que as chances de cura e/ou controle são reais.

Fatores de Risco:

Na maior parte dos casos, não há uma causa bem definida para o surgimento e desenvolvimento dos linfomas. Entretanto, alguns fatores merecem atenção:

  • Infecções por HIV;
  • Infecções pelo vírus Epstein-Barr;
  • Infecções por HTLV;
  • Presença de doenças autoimunes e condições imunossupressoras;
  • Exposição prolongada a produtos químicos, como pesticidas;

Tipos de Linfomas:

Há diversos tipos de linfoma, com comportamento e grau de agressividade distintos. É importante definir o tipo exato do linfoma para que o tratamento mais adequado seja realizado.

Os linfomas podem ser divididos em 2 grandes grupos: Linfoma de Hodgkin e Linfoma não-Hodgkin.

Linfoma de Hodgkin:

  • Pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum entre adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos) e idosos (75 anos ou mais). Homens são mais acometidos que as mulheres;
  • Há 2 subgrupos de Linfoma de Hodgkin – clássico, que se subdivide em quatro subtipos (esclerose nodular, celularidade mista, depleção linfocitária e rico em linfócitos), e linfoma de Hodgkin predomínio linfocitário nodular;

Linfomas Não-Hodgkin:

  • Podem ser subdivididos em três tipos, de acordo com o tipo de célula que atingem: linfomas de células B, linfomas de células T, e linfomas de células NK;
  • De acordo com o comportamento clínico, podem ser subdivididos em linfomas indolentes e linfomas agressivos;
  • Exemplos: Linfoma Difuso de Grandes Células B, Linfoma Folicular, Linfoma de Burkitt, Linfoma de Células do Manto, entre outros;

Sinais e Sintomas:

Os sintomas podem estar relacionados ao aumento de linfonodos (ínguas), variando de acordo com a localização destes linfonodos – aumentos de volume e abaulamentos podem ser vistos na região do pescoço, axilas ou virilhas. Quando os linfonodos aumentados estão localizados na região do tórax ou mediastino, pode haver tosse, falta de ar e dor no peito; quando localizados na região do abdome, pode haver dor abdominal, náuseas e vômitos. Outros sintomas comuns são:

  • Febre;
  • Sudorese noturna;
  • Cansaço excessivo;
  • Falta de apetite e perda ponderal não intencional;
  • Coceira no corpo.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico dos linfomas é realizado através da biópsia da região afetada. A biópsia consiste na retirada de uma pequena parte ou de todo o linfonodo, que posteriormente é enviado para exame anatomopatológico e para imunohistoquímica.

Exames de imagem como tomografia computadorizada e PET-CT auxiliam no estadiamento da doença e na escolha do melhor linfonodo a ser biopsiado.

Exames laboratoriais e exames da medula óssea são importantes e podem ser solicitados para auxílio no diagnóstico dos linfomas.

Tratamentos disponíveis:

Sendo confirmado o diagnóstico de um linfoma, o médico hematologista irá estadiar adequadamente a doença e indicar o tratamento mais adequado.

As principais opções terapêuticas são:

  • Quimioterapia;
  • Imunoterapia;
  • Combinação de quimioterapia e imunoterapia;
  • Radioterapia;
  • Transplante de medula óssea;
  • Terapia celular.

O tipo de tratamento irá depender do subtipo de linfoma diagnosticado e da situação clínica do paciente em questão (idade e comorbidades). O desafio atual é oferecer o tratamento mais eficaz possível, com menor grau de toxicidades e efeitos colaterais, com objetivo de atingir cura ou remissão da doença, mantendo a qualidade de vida dos pacientes.

Vale destacar a importância de um diagnóstico precoce e da busca por um profissional qualificado para tratar a doença.

INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dra. Aliana Ferreira Especialista em onco-hematologia e transplante de medula óssea.

Médica formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez residência médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em Hematologia e Hemoterapia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e em Onco-hematologia e Transplante de medula óssea pelo Hospital Sírio Libanês.
CRM-SP nº 158591

Endereço

Centro de Oncologia - Hospital Sírio Libanês
Unidade Itaim
Rua Joaquim Floriano, 533
São Paulo - SP

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