{"id":190,"date":"2022-10-31T19:25:37","date_gmt":"2022-10-31T22:25:37","guid":{"rendered":"https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/?p=190"},"modified":"2022-11-08T19:27:36","modified_gmt":"2022-11-08T22:27:36","slug":"linfomas-quais-os-tipos-e-tratamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/linfomas-quais-os-tipos-e-tratamentos\/","title":{"rendered":"Linfomas: quais os tipos e tratamentos"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo estimativas do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">INCA<\/a>), mais de 14 mil pessoas receberam o diagn\u00f3stico de linfoma no Brasil em 2021. Dentro do termo &#8220;linfoma&#8221;, na verdade, est\u00e3o englobados uma s\u00e9rie de subtipos, com comportamento cl\u00ednico, grau de agressividade e tratamento distintos. Para se ter uma id\u00e9ia, existem mais de 60 tipos de linfoma descritos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No texto abaixo, iremos abordar os seguintes t\u00f3picos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O que s\u00e3o linfomas?&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Linfoma de Hodgkin&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Linfomas n\u00e3o-Hodgkin<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Linfomas-quais-os-tipos-e-tratamentos-1024x683.jpg\" alt=\"Linfomas-quais-os-tipos-e-tratamentos\" class=\"wp-image-192\" srcset=\"https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Linfomas-quais-os-tipos-e-tratamentos-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Linfomas-quais-os-tipos-e-tratamentos-300x200.jpg 300w, https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Linfomas-quais-os-tipos-e-tratamentos-768x512.jpg 768w, https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Linfomas-quais-os-tipos-e-tratamentos.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o linfomas?\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p>Os linfomas s\u00e3o neoplasias ou c\u00e2nceres que se originam no sistema linf\u00e1tico, uma rede de vasos e g\u00e2nglios linf\u00e1ticos, contendo c\u00e9lulas chamadas linf\u00f3citos &#8211; respons\u00e1veis pela imunidade. A doen\u00e7a surge quando um linf\u00f3cito adquire altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, tornando-se uma c\u00e9lula maligna, capaz de multiplicar-se descontroladamente e de se disseminar pelo organismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como comentamos acima, h\u00e1 uma s\u00e9rie de subtipos de linfoma. Classificamos os linfomas inicialmente entre Linfomas de Hodgkin (LH) e Linfomas n\u00e3o-Hodgkin (LNH). Dentro de cada um desses grupos, h\u00e1 subtipos espec\u00edficos. \u00c9 importante sempre definir com precis\u00e3o o subtipo de linfoma para que o manejo e tratamento sejam corretos. A identifica\u00e7\u00e3o do subtipo se d\u00e1 atrav\u00e9s da bi\u00f3psia do g\u00e2nglio acometido, com an\u00e1lise an\u00e1tomo-patol\u00f3gica e imunohistoqu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Linfoma de Hodgkin<\/h2>\n\n\n\n<p>O linfoma de Hodgkin \u00e9 menos comum que os linfomas n\u00e3o-Hodgkin &#8211; estima-se uma incid\u00eancia ao redor de 2500 pacientes por ano no Brasil. Pode ocorrer em qualquer faixa et\u00e1ria, sendo mais comum em duas faixas: adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos) e idosos (75 anos ou mais). Homens s\u00e3o mais acometidos que as mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Subdividimos os casos de linfoma de Hodgkin em:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Linfoma de Hodgkin cl\u00e1ssico, que se subdivide em quatro subtipos (esclerose nodular, celularidade mista, deple\u00e7\u00e3o linfocit\u00e1ria e rico em linf\u00f3citos);<\/li>\n\n\n\n<li>Linfoma de Hodgkin predom\u00ednio linfocit\u00e1rio nodular;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A maioria dos pacientes com LH apresenta linfonodomegalia (aumento de g\u00e2nglios) de forma assintom\u00e1tica ou uma massa vista em radiografia ou tomografia de t\u00f3rax. Sintomas constitucionais como febre, sudorese noturna e\/ou perda de peso n\u00e3o intencional est\u00e3o presentes em aproximadamente 40% dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Aumento de g\u00e2nglios \u00e9 observado em mais de dois ter\u00e7os dos pacientes com LH ao diagn\u00f3stico; os linfonodos envolvidos geralmente n\u00e3o s\u00e3o doloridos e t\u00eam consist\u00eancia firme e emborrachada. O pesco\u00e7o \u00e9 o local mais comum de envolvimento &#8211; 60 a 80% dos pacientes apresentam linfonodo cervical e\/ou supraclavicular aumentados. Linfonodos axilares aumentados s\u00e3o encontrados em aproximadamente 30% e linfonodos inguinais em 10% dos pacientes. Embora n\u00e3o sejam detect\u00e1veis \u200b\u200bao exame f\u00edsico, linfonodos mediastinais est\u00e3o envolvidos em 50 a 60% e linfonodos retroperitoneais em 30% dos pacientes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O progn\u00f3stico do LH costuma ser bom &#8211; pacientes com doen\u00e7a localizada apresentam taxas de cura ao redor de 90%, enquanto em pacientes com doen\u00e7a avan\u00e7ada ao redor de 70-80%. As principais modalidades terap\u00eauticas utilizadas s\u00e3o quimioterapia e imunoquimioterapia, com ou sem radioterapia. Pacientes que n\u00e3o respondem ao tratamento inicial e pacientes com reca\u00edda posterior da doen\u00e7a apresentam indica\u00e7\u00e3o de transplante aut\u00f3logo de medula \u00f3ssea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Linfomas n\u00e3o-Hodgkin<\/h2>\n\n\n\n<p>Os linfomas n\u00e3o-Hodgkin (LNH) s\u00e3o mais comuns que o linfoma de Hodgkin &#8211; estima-se uma incid\u00eancia ao redor de 12000 pacientes por ano no Brasil. Qualquer faixa et\u00e1ria pode ser acometida, por\u00e9m s\u00e3o mais comuns em idosos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do LH em que h\u00e1 apenas 5 subtipos, h\u00e1 in\u00fameros subtipos de LNH. Subdividimos os linfomas n\u00e3o-Hodgkin de acordo com:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tipo de linf\u00f3cito acometido: linfomas de c\u00e9lulas B, linfomas de c\u00e9lulas T, e linfomas de c\u00e9lulas NK;<\/li>\n\n\n\n<li>Comportamento cl\u00ednico: linfomas n\u00e3o-Hodgkin indolentes e linfomas n\u00e3o-Hodgkin agressivos;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Assim, podemos ter linfomas n\u00e3o-Hodgkin de c\u00e9lulas B indolentes e agressivos, linfomas n\u00e3o-Hodgkin de c\u00e9lulas T indolentes e agressivos e linfomas de c\u00e9lula NK indolentes e agressivos. Os principais subtipos de LNH s\u00e3o: Linfoma Difuso de Grandes C\u00e9lulas B, Linfoma Folicular, Linfoma de Burkitt, Linfoma de C\u00e9lulas do Manto, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do LNH varia com o subtipo histol\u00f3gico e os locais de envolvimento. Alguns subtipos de LNH manifestam com aumento progressivo de g\u00e2nglios por anos, enquanto outros s\u00e3o altamente agressivos e podem causar a morte em semanas, se n\u00e3o forem tratados. Mesmo dentro de um subtipo espec\u00edfico de LNH, a&nbsp; apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica varia amplamente entre os pacientes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, linfomas agressivos comumente se apresentam de forma subaguda ou aguda com uma massa de crescimento r\u00e1pido, sintomas constitucionais como febre, sudorese noturna e\/ou perda de peso; e\/ou s\u00edndrome de lise tumoral. J\u00e1 os linfomas indolentes s\u00e3o frequentemente insidiosos, apresentando-se com linfadenopatia de crescimento lento ou progressivo ao longo de meses ou anos, muitas vezes sem sintomas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos casos de LNH \u00e9 tratado com quimioterapia, imunoterapia (principalmente em casos de linfomas de c\u00e9lulas B) e\/ou radioterapia. Linfomas indolentes em que n\u00e3o haja sintomas, podem ser apenas observados sem qualquer tipo de tratamento espec\u00edfico. Pacientes com linfomas que n\u00e3o respondem ao tratamento inicial e pacientes com reca\u00edda posterior da doen\u00e7a apresentam indica\u00e7\u00e3o de transplante aut\u00f3logo de medula \u00f3ssea, especialmente no caso de linfomas agressivos. Mais recentemente, terapia com c\u00e9lulas CAR-T vem sendo uma op\u00e7\u00e3o para alguns tipos de LNH reca\u00eddos ou refrat\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo estimativas do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), mais de 14 mil pessoas receberam o diagn\u00f3stico de linfoma no Brasil em 2021. Dentro do termo &#8220;linfoma&#8221;, na verdade, est\u00e3o englobados uma s\u00e9rie de subtipos, com comportamento cl\u00ednico, grau de agressividade e tratamento distintos. 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