{"id":113,"date":"2022-09-19T12:00:00","date_gmt":"2022-09-19T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/?p=113"},"modified":"2022-10-10T17:45:00","modified_gmt":"2022-10-10T20:45:00","slug":"quando-e-como-tratar-uma-plaquetopenia-imune","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/quando-e-como-tratar-uma-plaquetopenia-imune\/","title":{"rendered":"Quando e como tratar uma plaquetopenia imune?"},"content":{"rendered":"\n<p>A plaquetopenia ou trombocitopenia imune, tamb\u00e9m conhecida pela sigla PTI, consiste em um dist\u00farbio plaquet\u00e1rio caracterizado por uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de plaquetas, favorecendo a ocorr\u00eancia de manifesta\u00e7\u00f5es hemorr\u00e1gicas. Em geral, mecanismos auto-imunes est\u00e3o associados ao desenvolvimento deste quadro.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-Quando-e-como-tratar-uma-plaquetopenia-imune-min-1024x683.jpg\" alt=\"Quando e como tratar uma plaquetopenia imune\" class=\"wp-image-114\" srcset=\"https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-Quando-e-como-tratar-uma-plaquetopenia-imune-min-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-Quando-e-como-tratar-uma-plaquetopenia-imune-min-300x200.jpg 300w, https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-Quando-e-como-tratar-uma-plaquetopenia-imune-min-768x512.jpg 768w, https:\/\/draalianaferreira.com.br\/central-educativa\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-Quando-e-como-tratar-uma-plaquetopenia-imune-min.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando as plaquetas caem a um n\u00famero inferior a 20000-30000\/uL, lembrando que o valor de refer\u00eancia \u00e9 entre 150000-450000\/uL, sangramentos espont\u00e2neos podem ocorrer. Neste tipo de condi\u00e7\u00e3o, os sangramentos muco-cut\u00e2neos s\u00e3o os mais comuns: sangramento gengival, epistaxe, aumento do fluxo menstrual em mulheres, aparecimento de pet\u00e9quias e equimoses na pele, e etc.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, nem sempre precisamos tratar uma PTI; em alguns casos, conduta expectante pode ser uma op\u00e7\u00e3o visto o baixo risco de sangramento.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste texto abordaremos quando e como devemos tratar uma PTI.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando tratar uma plaquetopenia imune ?<\/h2>\n\n\n\n<p>Em adultos, a defini\u00e7\u00e3o se um paciente com PTI necessita ou n\u00e3o de tratamento depende de uma s\u00e9rie de fatores: grau de plaquetopenia, comorbidades do doente, medica\u00e7\u00f5es em uso e idade; todos estes fatores afetam o risco de sangramento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao grau de plaquetopenia, pacientes com n\u00famero de plaquetas &gt; 30000\/uL em geral n\u00e3o necessitam de tratamento, visto o risco de sangramentos maiores neste contexto ser baixo, se forem assintom\u00e1ticos ou apresentarem apenas sangramentos mucocut\u00e2neos m\u00ednimos. Tais pacientes devem ser acompanhados de modo pr\u00f3ximo a fim de se detectar uma queda de plaquetas que exija in\u00edcio de tratamento. Pacientes idosos, em uso de anticoagulantes ou anti-plaquet\u00e1rios, devem ser tratados mesmo com plaquetas &gt; 30000\/uL.<\/p>\n\n\n\n<p>Pacientes com plaquetopenia &lt; 30000\/uL, especialmente quando &lt; 20000\/uL, devem sempre ser tratados a fim de evitar a ocorr\u00eancia de sangramentos mais graves. Na maioria dos casos o tratamento \u00e9 realizado ambulatorialmente, sem necessidade de interna\u00e7\u00e3o hospitalar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como tratar uma plaquetopenia imune ?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A maioria dos tratamentos dispon\u00edveis objetiva bloquear os auto-anticorpos que est\u00e3o destruindo as plaquetas ou estimular a medula \u00f3ssea a aumentar a produ\u00e7\u00e3o destas c\u00e9lulas.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento de primeira linha mais utilizado s\u00e3o os corticoides &#8211; prednisona ou dexametasona &#8211; ap\u00f3s 2-4 semanas de uso, cerca de 60-70% dos pacientes costumam atingir uma resposta com aumento da contagem plaquet\u00e1ria. Entretanto, quando \u00e9 realizado o desmame do corticoide, pode haver reca\u00edda da plaquetopenia. Respostas sustentadas com o uso de corticoide ocorrem em cerca de 40% dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pacientes que n\u00e3o respondem aos cortic\u00f3ides ou com reca\u00edda da doen\u00e7a ap\u00f3s o uso, terapias de segunda linha podem ser utilizadas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Rituximabe: tipo de imunoter\u00e1pico que bloqueia as c\u00e9lulas produtoras de anticorpos. \u00c9 uma medica\u00e7\u00e3o realizada por via endovenosa, semanalmente por 4 semanas, e pode levar a remiss\u00f5es sustentadas em 20-30% dos casos;&nbsp;<\/li><li>Esplenectomia: a retirada do ba\u00e7o pode trazer remiss\u00e3o completa em cerca de dois ter\u00e7os dos pacientes com recidiva ap\u00f3s a terapia com corticoides inicial. Em geral, reserva-se a esplenectomia para pacientes com trombocitopenia grave (ex: &lt; 15000\/uL) nos quais o risco de sangramento n\u00e3o pode ser controlado com tratamento conservador ou naqueles cuja doen\u00e7a persiste ap\u00f3s 12 meses;<\/li><li>An\u00e1logos de trombopoetina (Eltrombopague e Romiplostim): medica\u00e7\u00f5es relativamente novas que agem atrav\u00e9s do est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de plaquetas na medula \u00f3ssea. Apresentam altas taxas de efic\u00e1cia, com perfil de efeitos colaterais bastante toler\u00e1vel. Na maioria dos casos, \u00e9 necess\u00e1rio o uso indefinido da medica\u00e7\u00e3o a fim de manter a contagem plaquet\u00e1ria normal.&nbsp;<\/li><li>Imunoglobulina humana: pode ser utilizada quando um aumento r\u00e1pido e transit\u00f3rio da contagem de plaquetas \u00e9 necess\u00e1rio em raz\u00e3o de extra\u00e7\u00f5es de dentes, parto, cirurgia ou outros procedimentos invasivos. Ainda, pode ser \u00fatil em casos de sangramentos graves, potencialmente fatais.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A melhor op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica para cada caso deve ser individualizada, visto as v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es acima e vantagens e desvantagens de cada alternativa. Um m\u00e9dico especialista \u00e9 capaz de definir junto com o paciente, a estrat\u00e9gia que melhor se adapte ao caso em quest\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A plaquetopenia ou trombocitopenia imune, tamb\u00e9m conhecida pela sigla PTI, consiste em um dist\u00farbio plaquet\u00e1rio caracterizado por uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de plaquetas, favorecendo a ocorr\u00eancia de manifesta\u00e7\u00f5es hemorr\u00e1gicas. 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